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Vacina contra bronquiolite: proteção começa ainda na gestação

Imunização contra o vírus sincicial respiratório passa a ser ofertada pelo SUS para gestantes, estratégia que protege o recém-nascido nos primeiros meses de vida

O imunizante contra a bronquiolite permite que a mãe produza anticorpos que são transferidos ao bebê ainda no útero, protegendo-o nos primeiros meses de vida.

A imunização contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite em bebês, passou a integrar as estratégias de saúde pública no Brasil e já está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Pela primeira vez, o imunizante foi incorporado ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) com foco na proteção indireta do recém-nascido, por meio da vacinação de gestantes. O Ministério da Saúde iniciou a distribuição das doses a todos os estados brasileiros, permitindo que a vacinação seja realizada nas redes públicas conforme a organização local.

A imunização contra o vírus sincicial respiratório representa um avanço muito importante na proteção dos bebês, especialmente nos primeiros meses de vida, quando eles ainda são mais vulneráveis às infecções respiratórias.

“Ao se vacinar, a gestante recebe estímulo para a produção de anticorpos específicos contra o VSR e, durante a gestação, principalmente no terceiro trimestre, ocorre a passagem dos anticorpos para o feto por meio da placenta. Essa proteção é temporária, mas protege os bebês nos primeiros meses de vida, justamente os de maior risco para bronquiolite grave pelo vírus”, ressalta a pediatra e coordenadora do Centro de Vacinas Pequeno Príncipe, Heloisa Ihle Garcia Giamberardino.

Por que prevenir o VSR é tão importante?

O vírus sincicial respiratório é um dos principais agentes de infecções respiratórias em crianças menores de 2 anos de idade e está associado a grande parte dos casos de bronquiolite e pneumonia nos primeiros meses de vida.

Estima-se, segundo o Ministério da Saúde, que o VSR seja responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e 40% das pneumonias em crianças menores de 2 anos. Até novembro de 2025, o Brasil contabilizou aproximadamente 43,1 mil ocorrências de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) associadas ao VSR. A maior parte dos internamentos se concentrou em crianças menores de 2 anos, especialmente as com menos de 6 meses de vida.

Além da alta frequência, a doença pode evoluir com hospitalizações, necessidade de suporte respiratório e maior risco de complicações, principalmente em bebês pequenos, faixa etária que concentra a maioria dos internamentos por SRAG associada ao vírus.

Outro ponto importante é que não existe, até o momento, tratamento específico (antiviral) para a bronquiolite, sendo o manejo baseado mais frequentemente em suporte clínico. Por isso, a prevenção por meio da vacinação se torna uma das estratégias mais eficazes para reduzir casos graves.

Como funciona a vacina disponível no SUS?

A estratégia adotada pelo SUS prioriza a imunização durante a gestação, a partir de 28 semanas, permitindo que a mãe produza anticorpos que são transferidos ao bebê ainda no útero, protegendo-o nos primeiros meses de vida, período de maior vulnerabilidade.

– Público-alvo: gestantes a partir da 28.ª semana de gravidez.
Esquema: dose única em cada gestação.
Objetivo: proteger o recém-nascido antes mesmo do nascimento, reduzindo infecções respiratórias graves e hospitalizações.

O imunizante pode ser administrado ao mesmo tempo com outras vacinas recomendadas no pré-natal, facilitando a adesão e ampliando a proteção materno-infantil.

Impacto esperado na saúde infantil

A vacinação materna contra o VSR é considerada um marco na saúde pública, pois permite intervir antes do nascimento com a transferência de anticorpos maternos para o feto, reduzindo complicações respiratórias nos primeiros meses de vida, fase em que o sistema imunológico do bebê ainda está em desenvolvimento.

A expectativa para 2026 é de redução dos internamentos, de casos graves e de óbitos associados ao VSR, especialmente entre crianças menores de 2 anos, que concentram a maior carga da doença.

Vacinar é um ato de cuidado

A chegada da vacina para gestantes contra o VSR ao SUS reforça o papel da imunização como uma das principais ferramentas de proteção coletiva e individual. Ao vacinar-se durante a gestação, a mãe contribui diretamente para a saúde do bebê, reduzindo o risco de bronquiolite e outras infecções respiratórias graves logo nos primeiros meses de vida.

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