Vacinação, atividade física e alimentação equilibrada estão entre os cuidados que podem contribuir para o bem-estar e qualidade de vida ao longo da vida

A meia-idade, considerada entre os 45 e os 59 anos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), pode ser um momento importante para rever hábitos, atualizar a vacinação, acompanhar indicadores de saúde e identificar fatores de risco. Esses cuidados podem contribuir não apenas para a prevenção de doenças, mas também para a manutenção da autonomia, da disposição, da qualidade de vida e, consequentemente, da longevidade.
– Atividade física: exercícios regulares ajudam a preservar força muscular, mobilidade e capacidade funcional, além de contribuírem para a saúde cardiovascular e metabólica.
– Alimentação equilibrada: uma alimentação variada contribui para o controle do peso, da pressão arterial, da glicemia e do colesterol, ajudando na prevenção de doenças crônicas.
– Acompanhamento da saúde: pressão arterial, glicemia, colesterol e outros indicadores devem ser acompanhados de acordo com a orientação de profissionais de saúde. A identificação de alterações pode permitir intervenções precoces e individualizadas.
– Sono adequado: dormir bem é importante para funções como memória, imunidade, metabolismo e equilíbrio emocional. Alterações persistentes no sono merecem atenção.
– Saúde mental e vínculos sociais: cuidar da saúde mental, manter relações sociais e reservar espaço para atividades prazerosas também contribui para a qualidade de vida.
– Imunização: entre essas estratégias de prevenção, a vacinação ocupa um papel importante.
Envelhecer com saúde não significa apenas viver mais anos, e sim contribuir para que esses anossejam vividos com saúde, independência e qualidade. E a prevenção de doenças infecciosas faz parte desse cuidado.
“Uma infecção que resulta em hospitalização pode representar muito mais do que alguns dias de doença, especialmente para uma pessoa mais velha. O período de internação e recuperação pode estar associado à perda de força, redução da mobilidade e descompensação de doenças crônicas. Por isso, manter a caderneta vacinal atualizada é também uma forma de cuidar da qualidade de vida e do bem-estar ao longo dos anos”, explica a pediatra e coordenadora do Centro de Vacinas Pequeno Príncipe, Heloisa Ihle Garcia Giamberardino.
As recomendações variam de acordo com a idade, histórico de vacinação, condições de saúde, medicamentos em uso, profissão, viagens e outros fatores. Por isso, o calendário deve ser individualizado.
Um exemplo é a vacina recombinante contra herpes-zóster, recomendada como rotina a partir dos 50 anos, em duas doses. Ela não faz parte da vacinação de rotina para idosos saudáveis no SUS, mas está disponível na rede privada. Ademais, pesquisas em andamento já encontraram associação entre a imunização e menor risco de demência.
Uma pessoa pode ter recebido todas as vacinas recomendadas na infância e, ainda assim, precisar de novas doses ou de vacinas que não faziam parte de seu calendário quando era criança.
Para saber quais vacinas são indicadas para você, consulte as recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) ou procure orientação de um profissional de saúde. Além disso, os profissionais do Centro de Vacinas Pequeno Príncipe também estão disponíveis para orientar e esclarecer dúvidas.
Longevidade com qualidade de vida também depende da imunização.
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